Palavras
Palavras ditas ao sabor do ventoOuvidos calados
Pela impiedade do momento
Escutai o choro da criança
Fome, carinho, dor, saudade
Pedinte que estende a mão
Um militar que tem honra à sua nação
Uma mãe que chora a sua partida
Um politico que engorda
Um trabalhador que conta a sua dor
Um poeta, ai esse poeta que triste que se sente
Na voz do próximo
Escutai a voz do ninguém ele também é gente
As noticias já não são novidade
Tudo fazem para vender a verdade
Um estudante que já não estuda
Que futuro terá? As ruas da amargura ?
Deixem a voz calada falar
Surgem palavras meras banais
Ao acaso
Sintomas mesquinhos deslumbrantes
A natureza essa…
Que deite suas garras e faça escutar
A voz do homem calado…
V-Silvino


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